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NUM MAR DE RUÍDO, O EDITOR FILTRA

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Nunca houve tanta informação disponível. E, paradoxalmente, nunca foi tão difícil distinguir o que é verdadeiro do que é apenas plausível. A abundância não trouxe clareza, trouxe ruído.

Num ecossistema onde qualquer conteúdo pode ser produzido e distribuído em segundos, o valor da edição não diminuiu. Pelo contrário, aumentou. O trabalho editorial é, na sua essência, um trabalho de seleção, de contexto e de responsabilidade. Implica tempo, critério e um compromisso com o leitor que as plataformas digitais raramente assumem.

Os editores são, neste sentido, agentes de confiança. Ao colocarem o seu nome num livro, assumem uma responsabilidade que vai muito além do mercado. Estão a dizer ao leitor: este conhecimento foi ponderado, este autor foi ouvido, esta perspetiva merece o teu tempo.

Numa sociedade que precisa de reconstruir relações de confiança com o conhecimento, esta função é mais relevante do que nunca. É precisamente este tipo de debate que o Book 2.0 coloca no centro, ano após ano. Este ano, a conferência vai acontecer nos dias 15 e 16 de setembro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.