Museu do Oriente – Lisboa, Portugal

UMA HISTÓRIA QUE NÃO É ESCRITA APENAS PELO BOOK 2.0, MAS POR TODOS NÓS.
HOJE, VIRAMOS ESSA PÁGINA.
Uma conversa intergeracional, que faz a ponte entre o passado, o presente e o futuro.





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A página foi virada e continuamos a ler, a escrever e a moldar o curso de uma bela história - a de ser humano.
Juntámo-nos nos dias 5 e 6 de setembro de 2024, em Lisboa, Portugal. Foi mais um momento para continuar a questionar, para defender novas e mais fortes políticas, para persistir e ser resiliente na definição do caminho para preservar o nosso legado e sabedoria. Um convite para pegarmos na nossa caneta coletiva e participarmos porque cada um de nós pode fazer a diferença. Para examinar a nossa história através da lente da sustentabilidade. Partilhar uma caneta que reflete o verdadeiro espelho da representação democrática. Para promover e acolher o poder da criação e do legado que fez de nós os seres extraordinariamente complexos que somos.
A etimologia da tecnologia (das palavras gregas “techne” = arte, habilidade, ofício, “logos” = palavra, discurso, razão) revela que a tecnologia, no seu cerne, tem a ver com aelaboração da sabedoria, um papel quesó os livrosdesempenharam duranteséculos, incorporando a essência intemporal do conhecimento e da cultura. A nossa história está agora - em parte - a ser escrita através de uma caneta digital. Um novo cenário de publicação. Novas formas de interação com os livros. Inúmeros desenvolvimentos tecnológicos que facilitam inúmeros formatos nos quais encontramos palavras e mais palavras. Numa era em que não estamos apenas a moldar a tecnologia, mas a ser moldados pela tecnologia, temos de perguntar: o que significaser humano numa era digital?O que devemos preservar e onde nos é permitido inovar? Como é que a criatividade humana se entrelaça com a inteligência artificial? Como é que uma interação dinâmica entre o intelecto humano e os avanços tecnológicos afeta as nossas capacidades cognitivas? Como é que as redes sociais funcionam como uma plataforma que nos liga enquanto seres humanos? Como estamos a alterar a experiência de leitura?
Não é segredo que o planeta está a arder, e nós também. Se antes as palavras estavam limitadas a materiais escassos, agora podemos encontrá-las emtodo o lado, mas a que custo? A indústria editorial é desafiada a repensar a sua pegada ecológica e a adotar a sustentabilidade como o novo caminho a seguir. Como podemos responder a esta urgência e reduzir o impacto ambiental da indústria editorial? Sempre relevante para a questão dos recursos é a nossa obrigação moral de nos esforçarmos por alcançar a equidade e a inclusão e de facilitar a
diversidade de pensamento e de existência. Os livros têm a capacidade única de amplificar narrativas diversas, desafiar preconceitos e promover a inclusão. Como podemos re-imaginar o papel dos livros para melhorar não só a inclusão
social, mas também a do nosso planeta e da sua ecologia? Como podemos nós, através da caneta coletiva que possuímos, escrever uma história sobre a humanidade,unindo milhares de milhões de vozesem todo o mundo na busca do progresso social? É esta a história que queremos escrever sobre as nossas conquistas democráticas enquanto seres políticos?
A imprensa, inventada em meados do século XV por Johannes Gutenberg, foisem dúvida o desenvolvimento mais inovador do seu tempo, revolucionando aforma como partilhamos o conhecimento. O potencial da educação foi reforçadopelo imenso acesso à sabedoria acumulada ao longo do tempo e do espaço.
Atualmente, deparamo-nos com desenvolvimentos que ultrapassam largamenteo âmbito da nossa compreensão e que ainda não resistiramao teste do tempo. Estas inovações podem ter consequências sem precedentes,para o bem e para o mal. Como podemos preparar as gerações futuras para responder às questõesmais complicadas que a humanidade alguma vez enfrentou? Que papel desempenha a construção de valores no caminho para a auto-realização? O queé que significa ser feliz no século XXI? Qual é o valor da cultura no contexto da educação e da literacia? Como é que nos podemos tornar melhores humanos?
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