A 4.ª edição do BOOK 2.0 – O Futuro da Leitura arrancou esta terça-feira, 15 de setembro, no Centro Cultural de Belém, com a apresentação dos mais recentes dados do estudo “Hábitos de Compra e Leitura em Portugal”, desenvolvido pela Nielsen | GfK e divulgado pela APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.
Os resultados mostram uma evolução positiva da leitura: 78% dos portugueses com 15 ou mais anos afirmam ter lido pelo menos um livro em 2025, o valor mais elevado dos últimos três anos. O mercado editorial mantém também uma trajetória de crescimento, atingindo 218 milhões de euros em 2025, mais 17% do que em 2023.
Os dados revelam, contudo, alguns desafios. Apenas 62% dos portugueses compraram livros no último ano e 18% afirmam ler sem comprar, enquanto a leitura continua a disputar espaço com outras formas de ocupação do tempo e de consumo de conteúdos. O estudo reforça, assim, a necessidade de assumir a leitura e a literacia como prioridades nacionais.
Sob o mote “Regresso às Origens. Regresso aos Livros.”, o primeiro dia do BOOK 2.0 percorreu diferentes perspetivas sobre o presente e o futuro da leitura. Markus Dohle, Emma House, Erin Cox, Alessandra Carra, Joan Tarrida, Rebecca Jones, Vincent Phan e David Hayman trouxeram ao palco temas como o poder duradouro do livro, a construção de ecossistemas nacionais de leitura, a evolução do setor editorial, a reinvenção das bibliotecas e a necessidade de tornar a leitura uma prioridade nacional.
Durante a tarde, Marcelo Rebelo de Sousa, Andrés Allamand, Cara Hunter, Adolfo Mesquita Nunes, José Manuel Fernandes, Manuel Sans Segarra, Luís Portela, Mário Augusto e Joel Halldorf alargaram a reflexão à atenção, democracia, violência e juventude, ciência, espiritualidade e à importância da leitura longa num mundo marcado pela crescente disputa pela nossa atenção.
O BOOK 2.0 continua amanhã, 16 de setembro, no CCB, para um segundo dia dedicado à educação, criatividade, cultura, transformação digital, inteligência artificial e novas formas de aproximar os leitores dos livros.
Consulte aqui o comunicado completo com os resultados do estudo “Hábitos de Compra e Leitura em Portugal”
