Ler não é apenas um ato cultural. É também um ato de saúde. A investigação científica acumulada nas últimas décadas é clara: a leitura regular está associada a uma menor incidência de doenças degenerativas como o Alzheimer, a uma redução significativa dos níveis de stress — estudos apontam para uma diminuição de até 68% após apenas seis minutos de leitura — e a uma maior resiliência emocional ao longo da vida.
A leitura de ficção, em particular, desenvolve a empatia e a capacidade de compreender perspetivas diferentes das nossas — competência cada vez mais valorizada num mundo fragmentado. Já a leitura de não ficção, sobretudo nas áreas da filosofia, história e ciências, estimula o pensamento crítico e a autonomia intelectual.
O Book 2.0 2026 dedicará atenção especial a esta dimensão: o livro como ferramenta de saúde individual e coletiva. Numa sociedade marcada pela fadiga cognitiva e pela sobrecarga de estímulos, a leitura surge não como luxo, mas como necessidade. Uma prática que fortalece o cérebro, acalma a mente e ajuda a construir um sentido mais sólido de identidade.
